Wednesday, May 13, 2009,5:45 AM
Time for a Change
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Thursday, April 30, 2009,4:43 PM
Simply City!

Não deixa de causar imensa estranheza o reflexo de um porvir
Que mesmo idealizado veio, chegado de longe, cansado da ausência

De trégua.
Firmou-se em solo coberto de apreensões escondidas,

Que por tantas vezes urgiram por fazerem-se ver, protegidas que foram
Pelas folhas sem simetria do que não tem som e nem nunca quis sequer ver.
Mas foi assim, recobrindo-se, revirando-se em um entortar louco e desmedido

Que aprochegou-se o empenho agora desfeito,

O desenho por hora sem tracejos,

O destemido uivo noturno dos lobos solitários, incansáveis que são seus efeitos

A rasgar o zunir barulhento como que trazendo-lhe ordem, harmonia e precisão.
Talvez eu apenas precise me sentar com Fausto,
Prosear com o que é sólido em mim

E fantasiar outro recanto.
 
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Tuesday, April 21, 2009,8:56 AM
Winter ing!

Definitivamente creio que, escrevendo imagens,
Me saio melhor a esconder-me do que as mantendo

Sem circulação possível além daqui mesmo.

Talvez estas sejam como os livros, que se prestam muito mais a exposições,

Aos toques das mãos que já os afagaram antes ao vê-los,

Ao destempero do peito que já os condenaram ao escolhê-los,

Ao desasossego.

Carregam a mágica do vidro translúcido, líquido puro

Que se esvai quando apreendido pelos espaços que ainda insistem
Em surpreender-se:
Pois que resistiam frio de familiar desconforto, quase habitual.
 
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Friday, February 13, 2009,10:25 PM
Dry Fragments

O que é findar se? 
Um aceno, 
Um desconcerto,
Um aperto.
Um sossego que desatina, 
Mais fácil os que não os tem por perto ter,
Mas de purpurina é feito o sorriso que espera,
Sempre anseia por mostrar de fato ao que veio, velar.
Não há verdadeiramente faca que corta quando é o coração metáfora que brinca!
Há quem sorri e nada fala
Há quem brinca e nada diz
Há quem não sabe nada sobre isso tudo e ainda assim ousa se,
Intimam se! Não sabem bem o que!
 
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Wednesday, January 28, 2009,2:55 PM
Re Composing!

Mesmo possível fosse refazer, recriar, reconciliar Restaria de qualquer forma o escopo, a centelha, o fiapo
De lascas de idéias intocáveis, inatas, impossíveis que são de

Representarem-se

Recomporem-se.
Ricochetear só se por dentro for

Varando,

Desbravando,

Colhendo,

Piando como os pássaros frouxos de tempo
Soltos num leve espaço porém detentores de tamanha fragilidade.

Assim são as criações que já nascem tolhidas, amedrontadas
Disfarçadas de sua mais pura essência postada que lhe é
De selos que lhe garantem nada porém o peso da não isenção.

Ousemos Voar Com Os Pássaros, Certos De Ilusória Auto Preservação!
 
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Sunday, November 09, 2008,4:04 PM
Dumb Ness!

Letargia mental!
Deve ser o cheiro de flores que toma

E estima os que desgostam cores, jeitos e estranhezas
Que retome o anormal!
De todas as dores, há as que reluzem
De forma primaveril por dentre os dentes
Que podem até ser cerrados, pálidos, infantis,
Pois que dilaceram em redomas o peito

Que deveria falar se isento de barras e efeitos. Dominicais?
Sim, insanas flores que cegam
Beleza e perpetuam Desalentos aos olhos
Dos pálidos mortais.
 
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Sunday, October 26, 2008,6:33 PM
January!

Não sei o que fica , mas não creio que tinha que saber.
Não sei quem vem, mas também não sei de certezas.
Sei que creio nada, mais
Descon certo, mesmo musica.
Não sei mais de crer
Sei que dói.
 
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